A cena competitiva sul-americana de Dota 2 está no centro de uma polêmica que se arrasta desde o início de junho. Astini, coach do Team Nemesis e ex-staff da PARIVISION, afirmou publicamente que a região está "infestada" de jogadores usando software proibido nas qualificatórias da Esports World Cup (EWC) 2026 — e não poupou nos números.
O que Astini denunciou
Desde o dia 2 de junho, Astini vem publicando no X (antigo Twitter) clipes de jogadas que considera suspeitas, vindas de partidas das qualificatórias sul-americanas. Em suas próprias palavras, "a região está literalmente infestada de cheaters" e "pelo menos a metade dos times" estaria usando algum tipo de software proibido.
A acusação ficou mais concreta depois de uma derrota por 2 a 0 do Team Nemesis para a Hokori. Após a série, Astini apontou diretamente para um jogador de suporte da equipe adversária, conhecido como asao, citando lances que considerou indicativos de uso de software de mira ou de visão de mapa.

A resposta e o que isso significa pra cena
asao negou as acusações publicamente, divulgando suas próprias gravações como contraprova. Segundo o jogador, um administrador do torneio acompanhava a partida em tempo real e todas as habilidades usadas nos lances citados foram acionadas manualmente via quick-cast — não por automação.
Astini, por sua vez, afirmou estar desenvolvendo um software próprio para identificar padrões de comportamento suspeitos em replays, com o objetivo de automatizar parte da detecção de jogadores usando programas proibidos.
O episódio expõe um problema estrutural da cena sul-americana: qualificatórias abertas têm pouca ou nenhuma supervisão anti-cheat consistente, o que abre espaço pra acusações difíceis de provar ou refutar publicamente. Apesar da polêmica, o próprio Team Nemesis terminou garantindo a vaga sul-americana na EWC 2026 — mas a discussão sobre integridade competitiva na região deve continuar enquanto a temporada de qualificatórias avança, incluindo as rodadas abertas que a região também disputa rumo à TI15.
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