Cenário Competitivo

Astini Acusa Times Sul-Americanos de Usar Cheats nas Qualificatórias da EWC 2026

O coach do Team Nemesis afirmou que pelo menos a metade dos times da América do Sul usa software proibido nas qualificatórias da Esports World Cup 2026, e tornou pública uma acusação direta contra um jogador da Hokori.

Resposta na hora, sem cadastro.·24 de junho de 2026

A cena competitiva sul-americana de Dota 2 está no centro de uma polêmica que se arrasta desde o início de junho. Astini, coach do Team Nemesis e ex-staff da PARIVISION, afirmou publicamente que a região está "infestada" de jogadores usando software proibido nas qualificatórias da Esports World Cup (EWC) 2026 — e não poupou nos números.


O que Astini denunciou

Desde o dia 2 de junho, Astini vem publicando no X (antigo Twitter) clipes de jogadas que considera suspeitas, vindas de partidas das qualificatórias sul-americanas. Em suas próprias palavras, "a região está literalmente infestada de cheaters" e "pelo menos a metade dos times" estaria usando algum tipo de software proibido.

A acusação ficou mais concreta depois de uma derrota por 2 a 0 do Team Nemesis para a Hokori. Após a série, Astini apontou diretamente para um jogador de suporte da equipe adversária, conhecido como asao, citando lances que considerou indicativos de uso de software de mira ou de visão de mapa.

Cabine de observador monitorando uma partida de Dota 2 em vários monitores

A resposta e o que isso significa pra cena

asao negou as acusações publicamente, divulgando suas próprias gravações como contraprova. Segundo o jogador, um administrador do torneio acompanhava a partida em tempo real e todas as habilidades usadas nos lances citados foram acionadas manualmente via quick-cast — não por automação.

Astini, por sua vez, afirmou estar desenvolvendo um software próprio para identificar padrões de comportamento suspeitos em replays, com o objetivo de automatizar parte da detecção de jogadores usando programas proibidos.

O episódio expõe um problema estrutural da cena sul-americana: qualificatórias abertas têm pouca ou nenhuma supervisão anti-cheat consistente, o que abre espaço pra acusações difíceis de provar ou refutar publicamente. Apesar da polêmica, o próprio Team Nemesis terminou garantindo a vaga sul-americana na EWC 2026 — mas a discussão sobre integridade competitiva na região deve continuar enquanto a temporada de qualificatórias avança, incluindo as rodadas abertas que a região também disputa rumo à TI15.


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